Superbactéria considerada uma das mais perigosas do mundo é encontrada na água de Porto Alegre

  • 11/05/2026
(Foto: Reprodução)
Bebê prematuro que morreu após testar positivo para superbactéria tinha irmão gêmeo Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificaram a presença da bactéria Acinetobacter baumannii em amostras de água de quatro pontos de Porto Alegre. Uma das amostras isoladas, coletada no Guaíba, se mostrou multirresistente, ou seja, imune a diversos antibióticos. O achado é resultado de análises dos projetos ClimaRes WaSH e CLIMASANO. A bactéria foi encontrada na praia do Lami, na praia de Ipanema, na Zona Sul, e no Guaíba próximo à foz do arroio Dilúvio e perto da Estação de Bombeamento de Água Pluvial (EBAP) Menino Deus. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O ponto de maior preocupação, segundo os pesquisadores, foi a amostra coletada próximo à EBAP Menino Deus. A análise mostrou que a bactéria neste local era resistente a todos os 14 antimicrobianos testados, como ceftazidima, imipenem, meropenem e ciprofloxacino. Nos outros três locais, os isolados da bactéria também apresentaram resistência a uma gama de antibióticos, como cefotaxima, ceftriaxona e cefepima. A A. baumannii é uma bactéria de grande relevância clínica, especialmente quando associada a perfis de resistência. 🔎 A Acinetobacter baumannii foi listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2024 como uma das bactérias mais perigosas do mundo. A OMS classifica as bactérias como perigosas com base em vários critérios: taxas de mortalidade, número de infecções, impacto na saúde, desenvolvimento de resistência, transmissibilidade, evitabilidade, opções de tratamento e desenvolvimento de novos medicamentos. A equipe de pesquisa informou que fará o sequenciamento genômico das bactérias. O objetivo é investigar o perfil de resistência de forma mais aprofundada e avaliar uma possível relação genética com cepas de um surto de A. baumannii ocorrido em abril na UTI neonatal do Hospital Fêmina, que resultou na morte de um bebê prematuro. Os pesquisadores acreditam que a bactéria não chegou ao hospital pela água do Guaíba, mas sim que os dejetos de hospitais são lançados na rede de esgoto sem tratamento adequado. O próximo passo será testar a suscetibilidade dos isolados à polimixina B, um dos últimos recursos terapêuticos para infecções do tipo. Dmae afirma que o achado se refere a ambiente natural e não tem relação com a água tratada que chega às torneiras Reprodução/adobe.stock.com VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/11/superbacteria-considerada-uma-das-mais-perigosas-do-mundo-e-encontrada-na-agua-de-porto-alegre.ghtml


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